Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de março de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

FUTURO

  Em 1987 a direcção definiu como tarefas prioritárias as comemorações condignas dos 25 anos da colectividade e a reorganização administrativa.
O futuro passará pela colaboração de todos os associados, pois a União Recreativa do Cadafaz será aquilo que os seus associados quiserem.
Um trágico acidente não permitiu que o jovem Pedro Monteiro levasse por diante o seu projecto de organizar e enquadrar a juventude cadafazense nas tarefas de rejuvenescimento e modernização da colectividade e do regionalismo, no entanto a semente foi lançada, a recente constituição do Departamento Jovem é já fruto deste espírito de mudança e o futuro está a passar por aqui…

União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

terça-feira, 19 de março de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

 1983 – 1986

    O Carlos Manuel Martins é de novo convidado e eleito para o lugar de presidente da direcção.
  Sem um grande projecto capaz de catalisar a massa associativa, com limitada capacidade financeira, confrontada com uma situação social de austeridade que afecta as realizações tradicionais da colectividade vocacionadas para a angariação de fundos, esta direcção procura os métodos de trabalho adequados ao seu espaço de intervenção, no entanto e apesar de reunir um conjunto de elementos de elevada capacidade, não retira daí os dividendos esperados, as suas vidas profissionais e académicas dificultam a tarefa, pois as questões associativas exigem muito tempo em trabalhos preparatórios e disponibilidades para a sua execução.
  As tentativas de organizar excursões deparam com o alheamento da colónia cadafazense, a participação dos associados nos piqueniques e almoços de aniversário desce aos níveis mais baixos, desencorajando os directores.
  A colectividade procura junto das autarquias locais a resposta aos anseios da população: limpeza do depósito de água, alargamento do Largo de Stº António, electrificação da zona urbana da estrada da Candosa, alcatroamento do Cruzeiro até aos Portos e rua da escola, casa da professora. A Câmara Municipal executa alguns trabalhos e inclui no plano de actividades outros, a Junta de Freguesia procede à abertura e beneficiação de caminhos e colabora na execução de algumas das obras.
  A direcção procura adquirir um imóvel de características tradicionais para instalação de um futuro museu, recebe a oferta de uma casa do Sr. José Henriques de Almeida, mas o projecto não encontra eco entre os cadafazenses, refira-se que algumas das pessoas contactadas para a venda de imóveis pedem valores extremamente elevados, apesar dos edifícios apresentarem sintomas de degradação.

  O moinho eléctrico, melhoramento que tanta canseira deu aos seus promotores, coloca problemas de gestão financeiras, pois os hábitos da população alteram-se de forma significativa, são já poucos os que recorrem à broa, agora que tem melhor poder de compra e o pão de trigo é posto à sua disposição diariamente, assim à medida que decresce a procura do serviço, cresce significativamente a taxa de contador e os valores dos consumos de electricidade. A direcção da União desencadeia um conjunto de acções junto da EDP, da Câmara Municipal e Assembleia Municipal, mas vê gorada a possibilidade de atenuar tal situação. O resultado é o maior desânimo na equipa directiva.
  A União promove uma reunião com as colectividades da freguesia na perspectiva de retomar a realização de uma festa convívio entre todos, no entanto a falta de hábito de um trabalho inter-colectividades cedo deixou claro a dificuldade em ultrapassar as questões levantadas, as quais no essencial deixavam visível que a maioria das colectividades estava com reduzida capacidade organizativa e sem meios humanos para avançar em actividades mais arrojadas.
  Em finais de 1984 o presidente da União desenvolve intensa actividade junto do Conselho Regional da Casa do Conselho de Góis e é eleito para a Comissão de Estudo dos Transportes Rodoviários do Concelho de Góis e mais tarde para a Comissão Promotora da Semana Cultural e Recreativa do Concelho de Góis que vai constituir um assinalável êxito nos anos 1985 e 1986, prestigiando o Cadafaz e a colectividade.
  Estas iniciativas têm o mérito de contar com uma ampla participação de jovens goienses e de alguns cadafazenses que colaborando directamente com o coordenador da Semana Cultural acabam por encontrar motivação para um maior empenhamento no regionalismo.
  As dificuldades de organização interna fazem com que em 1986 e de 1987 não se realize o tradicional piquenique em Lisboa, apenas tendo lugar o almoço de aniversário e ainda assim com reduzida participação.
  À falta de dinâmica da direcção veio juntar-se o facto das obras de beneficiação da Casa do Concelho de Góis se arrastarem durante mais de 1 ano, o que impossibilitou a realização de uma Assembleia Geral que se vinha impondo. Tal situação apresenta aspectos negativos para a colectividade, no entanto levou os cadafazenses a repensar o seu posicionamento face à União e fez despontar o bairrismo e orgulho de alguns dos melhores e mais dedicados elementos da causa regionalista na colectividade, no seu passado de glória e prestígio. Mesmo assim, foi reduzida a participação da Assembleia Geral realizada em 1987, na qual pela 1ª vez a colectividade esteve na eminência de um vazio directivo, face à ausência da lista de candidatos aos seus Corpos Gerentes, no entanto, a compreensão de uns, o espírito de sacrifício de outros, e a consciência colectiva de amor ao Cadafaz e à União Recreativa do Cadafaz, permitiu a constituição e eleição de uma equipa directiva, que tem o grande mérito de ser constituída por pessoas verdadeiramente empenhadas em colaborar nas tarefas do desenvolvimento e engrandecimento do Cadafaz.

União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

quarta-feira, 13 de março de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

 1981 – 1982

  O início da vida profissional e o cansaço de oito anos de vida associativa levaram o presidente a solicitar a sua substituição. A presidência é assumida pelo Sr. José Henriques de Almeida, homem que esteve ligado à criação da colectividade e que se vinha revelando um grande colaborador nas iniciativas da União.
  A Casa de Recreio, em resultado da desarticulação da delegação em Cadafaz e da Comissão de Dinamização Recreativa e Desportiva vê reduzida a sua utilização e entra em acelerada degradação, pelo que a direcção promove obras de beneficiação, construindo os balneários, substituição dos caixilhos das janelas, instalação de água, beneficiação do soalho, reboco e pintura interior e exterior.
  A iniciativa do Armindo Neves e do Casimiro Vicente, marca as realizações promovidas em Cadafaz, por sua dinamização é constituído um grupo folclórico que vem a ser integrado na União sob a designação de Rancho Folclórico da União Recreativa do Cadafaz. Este acontecimento traz de novo alento e há um incremento de participação, visível no piquenique em Lisboa e no almoço de aniversário da União.
  A perspectiva de retornar às origens, depois de muitos anos de vida profissional em Lisboa, leva o presidente a formular a vontade de deixar o cargo.

União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

sexta-feira, 1 de março de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

 1979 -1980

 Com as obras dos arruamentos na sua fase final e perante a impossibilidade de continuação na direcção da União do seu presidente, vem a ser eleito para o lugar o vice-presidente – Engº Carlos Manuel Martins, elemento que tinha presidido durante alguns anos a Secção Juvenil e que estava integrado das actividades em curso.
  Concluíram-se as obras da 1ª fase de Beneficiação dos Arruamentos, foi elaborado um projecto para a 2ª fase e solicitada a sua aprovação e comparticipação através da Direcção-Geral do Equipamento Rural e Urbano.
  Entretanto a institucionalização do Poder Local é regulamentada, são atribuídas verbas às autarquias através da Lei das Finanças Locais, são descentralizadas funções da Administração Central através de Lei das Atribuições e Competências e vive-se um período de redefinição de objectivos, por parte dos órgãos do Poder Local democraticamente eleitos e a uma componente de expectativa por parte das Direcções-Gerais e Ministérios no que diz respeito à definição clara das áreas de intervenção.
  É neste clima que a comparticipação da 2ª fase dos arruamentos vai sendo protelada, apesar dos contactos que são desenvolvidos com vista à obtenção da necessária verba para continuidade dos trabalhos.
  A Casa do Concelho de Góis atravessa um período menos bom, e muitas são as vezes em que não se podem realizar reuniões ou se ficam por uma conversa na leitaria da zona.
  Os jovens cadafazenses, membros da 2ª geração de oriundos da aldeia, vão sofrer as consequência da ausência de uma política coerente de desenvolvimento e à medida que constituem família são empurrados para a periferia de Lisboa, perdendo no essencial os contactos com a sua comunidade e encontrando outras solicitações e outras formas de participação na vida social, que resultaram das transformações operadas com o 25 de Abril - partidos políticos, sindicatos, comissões de trabalhadores, comissões de pais, autarcas.
  A divulgação das actividades da colectividade é negativa e manifestamente influenciada pela dispersão geográfica, pelo agravar dos custos das comunicações e pela manutenção de quotas em valores que a inflação tornou ridículos.
  A União, promove em Cadafaz a realização do almoço de convívio das Colectividades da Freguesia de Cadafaz, iniciativa que se desejava fosse organizada rotativamente por todas as colectividades, mas que apenas é seguida pela Comissão de Melhoramento da Cabreira no ano seguinte.


União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

sábado, 23 de fevereiro de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

1976 -1978

  Natural portanto que venha a ser o Engº Armindo Simões Nunes eleito para a presidência, dados os seus antecedentes associativos e o facto da sua qualidade de técnico dar garantias de um competente acompanhamento das obras de Beneficiação de Arruamento de Cadafaz.
  O processo veio a conhecer a sua fase derradeira como início dos trabalhos a decorrer em simultâneo com a renovação da Rede de Abastecimento de Água à povoação.

  As realizações de carácter tradicional, piquenique e almoço são mantidos, mas o entusiasmo dos cadafazenses vai arrefecendo, assistindo-se a um decréscimo de participação, a Secção Juvenil vê integrados nos Corpos Gerentes os seus elementos mais activos e perde capacidade de iniciativa, a Comissão de Dinamização Recreativa e Desportiva em Cadafaz que havia tido um bom conjunto de iniciativas, nomeadamente a construção de um Campo de Jogos, desagrega-se, a intensa vida profissional do presidente da direcção faz com que a actividade fique centrada nas obras dos arruamentos.


União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

  1972 – 1975

 É num clima de grande entusiasmo, que em 1972 o associado António Baptista de Almeida assume a presidência, integrado num elenco directivo mais jovem, em que a possível falta de experiência no movimento regionalista, foi largamente compensada pelo entusiasmo e capacidade de iniciativa de quem deram mostras.
  Porém, cedo esta direcção se deparou com o primeiro revés; no cumprimento do serviço militar, o vice-presidente Armindo de Almeida Alves vem a ser vítima de um trágico e fatal acidente. A dedicação à colectividade, o conhecimento que detinha sobre os assuntos, aliados à sua juventude e inteligência tornavam-no um elemento preponderante na vida da União à qual estava ligado desde a fundação.
  O jovem Vitor Manuel Pimenta Gaspar, ocupa a vice-presidência e tem a tarefa de enquadrar os jovens do Cadafaz nos objectivos da colectividade.
  Em 1973 a juventude está organizada na Secção Juvenil e com a irreverência própria dos jovens vai promover actividades inéditas na tradição do movimento regionalista: o teatro, cinema, actividades desportivas (xadrez, damas, futebol, andebol e campismo) e avança na publicação de um Boletim Informativo – UNIDADE –, onde naturalmente proporcionam alguma polémica, pois os seus promotores eram jovens e alguns leitores menos sensíveis à compreensão destes fenómenos de conflitos de gerações.
  São os jovens da Secção Juvenil que na Casa da Comarca de Arganil promoveram reuniões entre as comissões de juventude das colectividades (Cadafaz, Colmeal, Cortes, Porto Castanheiro, Monte frio, Ribeira Celavisa, Roda Fundeira) com o objectivo de criar um órgão colegial que na altura se chegou a pensar ser a União da Juventude da Comarca de Arganil, estrutura que nunca viria a encontrar forma de materializar os seus objectivos mas que permitiu uma troca de experiências e nalguns casos de colaboração inter-colectividades que se revelaram positivas.
  Ao mesmo tempo a direcção reorganizava e modernizava todo o sistema administrativo e dava passos significativos no processo dos arruamentos.
  Promoveram-se obras tendentes a servir de apoio à realização do piquenique na Boiça, em Cadafaz.
  O 25 de Abril de 1974, e as transformações sociais e políticas que são operadas no país, criam um clima de euforia e de grande participação popular em todos os órgãos colectivos, manifestação que se reflecte também na União e no Cadafaz.


  No Cadafaz vem ser constituída uma Comissão de Moradores e por iniciativa dos mais jovens um movimento visando uma actividade promotora de acções desportivas e culturais. Este movimento nasce fora da área de intervenção da colectividade, no entanto a vontade de manter unidos os cadafazenses permitiu a sua integração nos órgãos da União sob a designação de Comissão de Dinamização Recreativa e Desportiva.
  O velho sonho dos cadafazenses e da colectividade da criação de uma Casa de Recreio vem a concretizar-se com a aquisição pela União da antiga Escola Primária de Cadafaz.
  Assiste-se a uma dinâmica extraordinária e a um grande incremento da actividade associativa; em Lisboa e Cadafaz o ritmo das realizações é intenso. A Casa de Recreio é equipada com uma aparelhagem, televisão, mesas, cadeiras, jogos.
  Os piqueniques, almoços e excursões contam sempre com elevada participação, resultado deste estado de espírito e também da melhoria significativa do poder económico das populações, face aos aumentos dos salários e das reformas.
  A União vem a suportar a comparticipação dos trabalhos de reforço do sistema de iluminação pública, processo que a colectividade havia desencadeado junto dos órgãos competentes.
  Criam-se novos objectivos: beneficiação da Casa de Recreio, acessos ao Moinho Eléctrico, alargamento do largo de Stº António.
  O desencadear das acções tendentes à beneficiação das instalações da Casa de Recreio, nomeadamente a construção de balneários, vem a estar na base de algumas incompreensões das quais resultou o afastamento dos órgãos sociais da colectividade do Sr. António Baptista de Almeida.
  O projecto de beneficiação de arruamentos de Cadafaz entretanto aprovado e comparticipado pela Administração Central e posta a Concurso Público a respectiva empreitada, coloca a necessidade de garantir a continuidade do trabalho, e de encontrar nova equipa directiva, face à recusa do seu presidente em assumir mais mandatos.

Acampamento na Boiça - Secção Juvenil

União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

sábado, 2 de fevereiro de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

 1970 -1971

  A continuidade directiva é garantida com a eleição de Guilherme dos Santos Simões Vicente para a presidência da colectividade. O facto de desde há alguns anos vir a desempenhar as funções de vice-presidente aliado ao grande bairrismo e dedicação deste cadafazense permitem avançar na concretização dos objectivos da colectividade: o moinho eléctrico e o processo de Beneficiação e Reparação de Arruamentos em Cadafaz.
  Portugal está num processo de alterações políticas, resultantes da morte do Prof. Oliveira Salazar e nomeação do Prof. Marcelo Caetano para Presidente do Conselho. O facto deste, ser oriundo da nossa região, ligado familiarmente ao Concelho de Góis, criou a esperança de melhores dias para as populações esquecidas da Beira-Serra. Mas as dificuldades continuaram, as obras continuaram a primar pela ausência, talvez os jogos de influências e conhecimentos tenham melhorado um pouco, talvez a obra dos arruamentos beneficie desta situação.
  A construção do moinho eléctrico vai avançar, mas pelo caminho ainda ficam reflexos das limitações políticas que se colocam às colectividades, pois chega a ter uma Assembleia Geral para se proceder a alterações aos Estatutos, pois os que vigoravam, foram pretexto para o Governo impedir a acção de carácter social, e vão manter-se durante muitos anos situações complicadas, como a titularidade do próprio património construído e instalado.
  Os jovens, sobretudo os filhos dos Corpos Gerentes, contagiados com o contacto que iam tendo dos assuntos da União, esboçavam vontade em participar nos destinos da colectividade.







União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987




domingo, 27 de janeiro de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

 1966 – 1969

  A União vai reforçando o seu papel aglutinador de boas vontades, conseguindo alargar a sua implantação junto dos cadafazenses, mercê da capacidade de realização demonstrada.
  O jovem engenheiro Armindo Simões Nunes, que se destacara como Secretário da Assembleia Geral, vem a ser eleito presidente da direcção, dando continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido.
  Foi por ele elaborado e oferecido à colectividade o projecto da Casa de Recreio, obra que vai ser posta a Concurso Público em Janeiro de 1967. O custo dos trabalhos, ultrapassa largamento as capacidades financeiras da União e a obra é protelada no tempo.
  É ainda a União que dinamiza a constituição de uma Comissão para a Campanha de Restauração da Capela de Stº António.
  Em Junho de 1967 o vice-presidente Bladmiro da Cruz Carneiro, pede a demissão em resultado da sua imigração para os Estados Unidos da América, a colectividade vai perder o contributo de um grande entusiasta, que mesmo longe vai enviar roupas para distribuir pela gente mais necessitada de Cadafaz.
  A realização anual do piquenique em Lisboa, levou a direcção a proceder à compra de uma Aparelhagem Sonora, evitando os custos de aluguer.
  Para evitar as caminhadas ao rio e procurando tirar partido das novas possibilidades criadas com a inauguração da electricidade, tem início o processo de construção de um moínho eléctrico em Cadafaz.
  Os objectivos vão sendo alcançados, a colectividade consegue realizar em curto período de tempo, uma obra importante para as populações locais e atinge prestígio no seio do movimento regionalista. No entanto todo este trabalho é mercado com muitas reuniões, deslocações, tempo retirado ao ambiente familiar, com custos financeiros significativos para os directores e o que é pior com incompreensões e críticas perfeitamente desajustadas. Depois de 4 anos à frente dos destinos da União o Engº Armindo Simões Nunes decide retirar-se.



União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

 1963 - 1965

 No dia 20 de Janeiro de 1963, tem lugar um almoço de confraternização e apresentação da Bandeira da colectividade, a qual foi custeada por subscrição pública promovida pela Comissão de Fundos da Bandeira constituída pelas senhoras: Maria da Luz Martins dos Santos, Belmira de Jesus Paulo e Maria Lopes Serra.
  Refira-se que foram angariados 4.461$50, que resultaram de 194 donativos que variam de 1$00 a 100$00.
  Em 17 de Agosto de 1963 a União promove em Cadafaz uma homenagem ao reverendo padre André Almeida Freire, pároco da freguesia de 1926 a 1958 e a benção da Carreta Funerária de tracção braçal para servir toda a população da freguesia de Cadafaz, realizando para o efeito uma excursão a Cadafaz de 15 a 19 de Agosto e organizou os festejos de 18 de Agosto, comemorativos das inaugurações da Rede de Abastecimento público de água e da estrada Cemitério-Stº António.
  Em 24 de Novembro de 1963, realiza-se o primeiro almoço comemorativo do aniversário da União Recreativa do Cadafaz, organização que congrega grande participação da massa associativa sendo por isso aproveitada para convívio e balanço da actividade desenvolvida, vai tornar-se uma acção tradicional da colectividade.
  A necessidade de articular as iniciativas da direcção, com a população de Cadafaz, Junta de Freguesia e Câmara Municipal conduziu à criação de uma delegação da União em Cadafaz, para cuja presidência foi eleito o sócio Guilherme Simões Alves, presidente de Junta de Freguesia de Cadafaz, o que permitiu assegurar bastanta sintonia de objectivos e um grande espírito de colaboração entre a colectividade e aquele órgão de Administração.
  Estamos em 1964, a população escolar de Cadafaz é significativa, as carências de material escolar são generalizadas, não existe qualquer apoio governamental com fins sociais, pelo que a União em estreita colaboração com a dedicada professora Arminda de Jesus Alves Martins vai promover, na época de Natal, a oferta de batas escolares, canetas, lápis, cadernos e borrachas a todos os alunos. Esta atitude vai repetir-se durante vários anos.
  Em 16 de Maio de 1965 tem lugar uma excursão aos 3 castelos com partida de Cacilhas (a ponte sobre o Tejo era ainda um sonho), que conta com grande participação dos cadafazenses.
  No dia 11 de Julho de 1965, em Algés, realiza-se o primeiro Piquenique da colectividade, espaço de convívio, divertimento e de angariação de fundos.
  É adquirido um terreno nas Piçarras para construção de uma Casa de Recreio.
  O processo de alargamento do Largo da Volta-do-Carro é desencadeado com grande dinâmica, e as boas vontades ultrapassam as incompreensões, tendo lugar no dia 28 de Agosto de 1965 a inauguração do Largo da União Recreativa do Cadafaz.
  A União Recreativa do Cadafaz colabora financeiramente no processo de electrificação das aldeias da freguesia de Cadafaz, fazendo a entrega de um donativo à Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz que dinamizava o referido projecto.
  O governo em Portugal era na época extremamente autoritário e com um modelo de administração centralizado pelo que todas as decisões passavam pelo «Terreiro do Paço», as Câmaras e Juntas de Freguesia pouco faziam para além de processos burocráticos, sem qualquer componente executiva de sua própria iniciativa. As obras quando eram conseguidas, resultavam de um conjunto de andanças por Ministérios e Direcções-Gerais.
  A Guerra Colonial mantinha os jovens afastados das suas aldeias, da sua comunidade e muitas vezes de Portugal. Nomeadamente em Comissão de Serviço, a União vê partir o seu presidente – Américo Alves Martins – para o então Ultramar, os colegas de direcção promovem em conjunto com outras colectividades uma festa de despedida, mas perdem um dos elementos mais dinâmicos e experiente do movimento regionalista.

 













União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

 1960 - 1962

  Foi assim, que um entre muitos cadafazenses responderam ao apelo da união pelo Progresso de Cadafaz para angariação de sócios.
  Aos 2 de Outubro de 1960, no Pátio Pimenta, nº 25, em Lisboa tem lugar a criação da União pelo Progresso do Cadafaz, iniciativa dos seguintes cadafazenses:
Manuel Domingos Alves, Guilherme dos Santos Simões Vicente, António dos Santos Fernandes de Almeida, António Alves de Almeida, Fernando Alves de Almeida, José Martins das Neves, José António Bráz, Joaquim António Alves, José de Almeida, José Maria Simões, Manuel António Martins, Adelino Martins Ferreira, Virgílio Alves Gaspar, José Maria Vicente, Manuel Martins Alves, Silvino Bráz Neves, José António Ferreira, Guilherme Alves Gaspar, Serafim Martins Bráz, João Simões, Manuel Nunes, e Carlos Alberto Vidal Vicente.
  Nessa reunião foram eleitos os Corpos Gerentes, cuja constituição foi a seguinte:

Assembleia geral:
Presidente:            Benjamim de Almeida
Vice-presidente:   Ernesto Henriques Nunes
1º Secretário:        Armindo Simões Nunes
2º Secretário:        Claudino Simões Carneiro

Direcção:
Presidente:            Fernando Alves de Almeida
Vice-presidente:   Manuel Domingos Alves
1º Secretário:       Guilherme dos S. S. Vicente
2º Secretário:       António Vicente
Tesoureiro:           José António Bráz
Vogal:                   António dos S. F. de Almeida
Vogal:                   Serafim Martins Bráz
Suplentes:            Manuel António Martins
Suplentes:            José Martins das Neves
Suplentes:            António Alves de Almeida
Suplente:             José Maria Vicente
Suplente:             José Maria Simões

Conselho Fiscal:
Presidente:          Luís Henriques Nunes
Secretário:           Mário dos Anjos Bráz
Relator:                Luciano Bráz de Almeida
Suplente:             Manuel Martins Alves
Suplente:             Manuel F. das Neves

  A dinâmica e o conjunto de iniciativas que desde logo a novel colectividade desenvolve, mostra claramente uma visão que excede em muito a causa que esteve na sua origem.
  Assim em Março de 1962 já se encontravam nas suas preocupações os seguintes assuntos:

Estradas: Tarrastal-Cabreira; Cemitério-Cadafaz.
Calçadas: Alargamento de ruas; Volta-do-carro, Alargamento do adro.
Serventia para a escola de Cadafaz;
Sanitários da escola;
Casa para o encarregado do correio;
Electrificação.


  Durante os primeiros tempos a União pelo Progresso do Cadafaz, vai desenvolver um conjunto de acções junto da Junta de Freguesia de Cadafaz e Câmara Municipal de Góis no sentido de tomar conhecimento das várias situações que preocupavam os seus directores e ainda das formas de dar uma contribuição positiva na sua concretização. Inicia-se também o processo tendente à legalização da colectividade junto do Governo Civil de Lisboa, curiosamente em 25 de Abril de 1962 o presidente da colectividade Américo Alves Martins é notificado pelo Governo Civil para suspender imediatamente a actividade associativa.
  Em 17 de Junho de 1962 tem lugar na Casa do Concelho de Góis, uma reunião de naturais de Cadafaz para estudar, elaborar e aprovar os estatutos de uma colectividade recreativa, e em 9 de Novembro do mesmo ano é concedido o Alvará de constituição da União Recreativa do Cadafaz.
  A 13 de Janeiro de 1963 realiza-se a 1ª Assembleia Geral da União Recreativa do Cadafaz na qual se procede à eleição dos 1ºs Corpos Gerentes da colectividade e que foram os seguintes;

Assembleia geral:
Presidente:             Manuel Martins dos Santos
1º Secretário:         Fernando Alves de Almeida
2º Secretário:         José Bráz
1º Vogal:                Benjamim de Almeida
2º Vogal:                Luís Henriques Nunes

Direcção:
Presidente:            Américo Alves Martins
Vice-Presidente:   Guilherme Simões Vicente
Tesoureiro:            Manuel Domingos Alves
1º Secretário:        José Maria Simões
2º Secretário:        Bladmiro da Cruz Carneiro
Vogal:                     António dos S.F. de Almeida
Vogal:                     Manuel Martins Bráz
Suplentes:              Serafim Martins Bráz
Suplentes:              José Martins da Neves

Conselho Fiscal:
Presidente:            Mário dos Anjos Bráz
Secretário:             Luciano Bráz Almeida
Vogal:                     Augusto Fragoso
Vogal Suplente:    Virgílio Gaspar
Vogal Suplente:    António A. de Almeida


União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

PASSADO …
  O Regionalismo Goeinse, em cujo movimento se integra a união Recreativa do Cadafaz, ganha contornos no final da década de 20 início dos anos 30.
  Na sua génese está a elevada migração de goienses para Lisboa, que teve lugar na época, resultado da procura de melhores condições de vida nos centros urbanos, mais dinâmicos no processo de industrialização.
  A forma como se deu essa deslocação, marcada fortemente por laços familiares, criou assim núcleos significativos de goienses em bairros envolventes ao Porto de Lisboa, então em fase de expansão e grande centro empregador directo ou indirecto, o Bairro Alto, Alfama, Mouraria.
  É significativo que um inquérito recente, integrado no Projecto de Recuperação de Alfama promovido pela Câmara de Lisboa conclua que mais de 60% da população local tenha tido origens nos concelhos de Pampilhosa da Serra, Gois e Arganil. Vamos assim encontrar núcleos populacionais, importantes oriundos da mesma área geográfica o que permitiu a manutenção de uma forte coesão cultural, de uma identidade regional que acabou por ser determinante para formas de organização associativas (Casa da Comarca de Arganil, União Progressiva da Freguesia de Colmeal, Liga de Melhoramentos da Freguesia de Cadafaz), impulsionadas por elementos culturalmente e financeiramente mais desenvolvidos e em torno dos quais se gerava a migração, porquanto eram os conselheiros e muitas vezes o centro empregador das populações que abandonavam as aldeias, maioritariamente chefes de família que aqui procuravam encontrar formas de dignificar a vida das suas famílias e a sua valorização profissional.
Foram estas estruturas associativas, que integrando elementos de várias aldeias, iniciaram aquilo que mais tarde se designou por movimento regionalista.
  A sua actividade central cedo ficou marcada por iniciativas que visavam contribuir para o desenvolvimento das terras de origem. Por um lado um conjunto de acções junto de ministérios, procurando jogar conhecimentos e influências regionais no processo que conduzia à dotação de verbas para execução de obras nos concelhos pobres do interior, por outro lado acções directas junto das comunidades através de subscrições públicas ou realização de festas para angariação de fundos, permitindo uma componente executiva na realização de parte dos melhoramentos de carácter social promovidos nas aldeias respectivas.
  O processo foi de tal forma dinâmico, que as estruturas associativas, inicialmente com uma vasta zona geográfica de influência, não conseguiam dar resposta, às aspirações das populações de todas as aldeias, que tomando o exemplo, acabaram por conduzir à descentralização e à generalização de constituição de colectividades regionalistas, quase se poderá dizer, em todas as comunidades das várias aldeias do concelho.
  A União Recreativa do Cadafaz, vai surgir integrada neste movimento descentralizador, seguindo a dinâmica desencadeada nas outras aldeias da freguesia e procurando um espaço próprio de intervenção, já que a Liga de Melhoramentos da Freguesia desenvolvia uma acção alargada a todas as aldeias da freguesia, portanto de âmbito muito vasto.
  A manutenção do posto dos CTT em Cadafaz, vem a estar na base da constituição de uma colectividade pela comunidade cadafazense, com o objectivo de assegurara verbas para o pagamento de uma mensalidade ao encarregado do referido posto.
  «… parece-me um pouco tarde, mas, com boa vontade, iniciativas e boas directrizes, ainda muito se poderá fazer em prol dum pedaço da nossa freguesia que tem estado em apatia sonolenta e mais vale tarde do que nunca…»


António Afonso de Almeida Neves

Carcavelos, 12 de Janeiro de 1961


União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

 

domingo, 9 de dezembro de 2012

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

CADAFAZ ...

   O povoamento do Cadafaz, perde-se em tempos remotos, deverá ser anterior ao século XII, altura a partir da qual é referido em documentação da época.
   Teve doação especial a D. Anaia Vestáriz.
   Em finais da Idade Média dá-se a sua instituição em freguesia.
   Em 1708, era criado no termo da Vila de Góis e em 1839 pertencia ao Concelho de Seia. Veio a pertencer ao Concelho de Arganil em 1852 e é actualmente uma das cinco freguesias do Concelho de Góis, pertencente ao distrito de Coimbra.
   Aldeia de características serranas, situa-se a meia encosta numa zona sobranceira ao Vale do Ceira, das mais belas do concelho de Góis. As suas casas originais, apresentavam uma construção extremamente ligada aos materiais existentes na região: pedra de xisto ardoseiro, talhados em elementos próprios para construção de paredes ou estratificados em placas de ardósia para os telhados e a madeira de castanho utilizada nos soalhos, varandas e estruturas das coberturas, portas e janelas Apesar de não serem promovidas pelas autoridades competentes as medidas para a sua preservação é ainda possível apreciar habitações tradicionais de grande beleza.
   A actividade da população sempre esteve ligada à agricultura de subsistência, exploração florestal e pastorícia. Já neste século, muitos dos seus habitantes estiveram ligados à indústria mineira, na extracção de vulfrâmio.
   Esta situação contribuiu para alterar os hábitos locais e criou meios económicos que levaram muitos jovens a procurar em Lisboa, em fase do processo de industrialização, um novo emprego.
   Este surto fez com que a população residente entrasse num ciclo de envelhecimento e de crescimento negativo.
   A freguesia de Cadafaz é composta pelas povoações de Cadafaz, Cabreira, Candosa, Capelo, Corterredor, Mestras, Relvas, Sandinha e Tarrastal. Merecem destaque no Cadafaz, a Capela de St.° António, a Igreja Matriz de grande beleza, algumas casas tradicionais, a Fonte dos Portos e o Lagar.
   O aproveitamento das potencialidades florestais e dos recursos naturais poderá ainda permitir a manutenção de alguma população e avançar num projecto ligado ao turismo por um lado e ao sector cooperativo na agricultura por outro.
   Os cadafazenses, conhecidos por «bonecos», designação que lhe vem das castanhas, produção e alimentação com grandes tradições nos seus hábitos, são simpáticos e hospitaleiros, e o amor que têm à sua aldeia está a provocar o movimento de retorno às origens, um movimento que pode criar os caminhos do futuro.


União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

INTRODUÇÃO

    Tem este despretencioso livro, como objectivo descrever a vida de uma Colectividade e transmitir aos cadafazenses e principalmente aos mais novos, que a desconhecem, a história da União Recreativa do Cadafaz.
   Glória aos feitos e aos homens do passado, estímulo aos do presente e desafio aos do futuro é a trilogia que caracteriza o presente opúsculo.
   O muito respeito que me merecem estas instituições e o reconhecimento do seu imprescindível valor social, reforçado pelo conhecimento que delas fui adquirindo ao longo de mais de uma década de serviço nas suas estruturas, permitem-me um juízo altamente positivo relativamente às actividades passadas e acreditar ainda num promissor futuro.
   Ao contemplarmos um belo monumento, somos tentados a esquecer as suas fundações, afinal o suporte indispensável à sua beleza, gostava muito que se tivesse a dimensão do trabalho, da colaboração, do incentivo que muitos homens e mulheres prestaram à União Recreativa do Cadafaz para hoje olharmos o passado com orgulho, recordando as pedras de fundação desta nossa bela obra.

Carlos Manuel Martins, Engº
Presidente da Secção Juvenil - 1973-1976
Vice-presidente da URC 1976-78
Presidente da direcção URC 1979-80 e 1983-1987
Presidente da Assembleia Geral URC 1981-82



União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987

A União Recreativa do Cadafaz está hoje de parabéns, completa 50 anos.
Os próximos posts serão para relembrar os primeiros vinte cinco anos, que foram editados em livro em 1987, vamos então recordá-los:



PREFÁCIO

   Pede-me a Direcção da União Recreativa do Cadafaz meia dúzia de palavras para a abertura deste livro que é prenda do 25.º aniversário desta colectividade. sensabiliza-se a pretensão e penaliza-me o coração por elas não conseguirem emprestar maior brilho ao brilhantismo da sua publicação e organização.
   É iniciativa que se louva sem delongas. Aplaude-se com calor.
  São 25 anos de percurso penoso, sacrificante. Mas, simultaneamente, de apreço e de êxito. Do esforço de quantos por ela denodadamente trabalharam, da recordação dos que saudosamente nos deixaram, do propósito dos que se aprestam para continuar a servi-la, irradiará, certamente, a luz para que a jornada prossiga em prol das gentes cadafazenses.
  O passado da União Recreativa do Cadafaz não envergonha.
Antes se afirma como sólida e firme vitória na obtenção dos benefícios que a aldeia recebeu e não deixará de receber no futuro.
  Se me é permitido, aqui deixo a minha palavra de apreço à sua Direcção e de exortação a ela e a todos os associados a continuarmos dentro da união mais perfeita, sempre com entusiasmo redobrado, a caminhada em prol do nosso CADAFAZ que tão eficaz e artisticamente emerge desta brochura.
  25 ANOS!! PARABÉNS!!

                                                                               AMÉRICO ALVES MARTINS. Ten. Coronel
                                                                   1.º Presidente da União Recreativa do Cadafaz
                                                                                                                             de 1962-1965



União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

sábado, 27 de outubro de 2012

Primeira obra efetuada pela União Recreativa do Cadafaz

A primeira obra efetuada pela União Recreativa do Cadafaz foi o alargamento do Largo da Volta do Carro. Com o custo de treze mil setecentos e quarenta e oito escudos e cinquenta centavos, feita pelo Sr. Albano Nunes dos Reis.

in Acta nº41 de 14 de Fevereiro de 1965

A inauguração decorreu no dia 28 de agosto de 1965.

Corte da fita da inauguração do largo, 28 de agosto de 1965, foto de José António Martins

Descerramento da lápide, 28 de agosto de 1965, foto de José António Martins

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A Bandeira da União Recreativa do Cadafaz

A bandeira foi entregue, na reunião da Direcção do dia 21 de Abril de 1963, pelas senhoras que fizeram parte da comissão Pro-Bandeira, assim como o porta-bandeira em tubo niquelado, cordão para a mesma e importância que sobrou depois de tudo pago.

Constituição constituída pelas seguintes senhoras:
– Maria da Luz Martins de Almeida
– Belmira de Jesus Paulo
– Maria José Lopes Serra Carneiro

Entregaram saldo de três mil cento e quarenta e um escudos e cinquenta centavos depois de terem gasto:
800 escudos na confecção da Bandeira
180 escudos na transformação da mesma
330 escudos na compra do porta-bandeira
7,50 escudos na compra de cordão para a bandeira
No total de quatrocentos e cinquenta e nove escudos.

in Acta nº5 de 21 de Abril de 1963

 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Nova fase da UNIÃO RECREATIVA DO CADAFAZ

Inicia-se aqui uma nova fase da história da UNIÃO RECREATIVA DO CADAFAZ, neste blogue, administrado pela Direção, poderão saber notícias e informações sobre a UNIÃO.
Após uns anos sem atividades e falecimento em janeiro de 2012 do presidente da Direção Sr. Armindo Neves, no dia 4 de agosto de 2012, no Cadafaz, o primeiro secretário da Direção, cessante da União Recreativa do Cadafaz, Sr. Casimiro Vicente, apresenta na Assembleia Geral uma lista para novos Corpos Gerentes da União. Nessa lista é proposto novos elementos e mantendo outros em relação à anterior que vigorava desde 2000. A nova Direção ficou com os seguintes elementos:

Presidente – Sérgio Miguel Gomes Martins
Vice-presidente – Valdemar Nunes Alves
1º Secretário – Natália Paula Martins Pires Santa Cruz
2º Secretário – José Martins Alves
Tesoureiro – Regina Maria Gomes Alves

Como foi uma Assembleia Geral que não cumpria todos os requisitos, em relação à comunicação e prazo aos sócios, a tomada de posse foi provisória, tendo sido deliberado que a nova Direção deveria apresentar um relatório e contas referente aos anos de 2000 a agosto de 2012, dentro do que estaria disponível e documentado (visto que desde a tomada de posse da anterior Direção, não foi efetuada nenhuma ata) para ser apresentado na próxima Assembleia Geral e eleger os novos Corpos Gerentes.
Os únicos elementos escritos que estão disponíveis, são referentes aos anos de 2000 a 2005 em relação às despesas e receitas, tidas pelo Tesoureiro demissionário, o qual tinha pedido a sua demissão em 2005. Com esses documentos a Direção provisória, comunicou em finais de agosto que já tinha o relatório e contas elaborado, tendo o primeiro secretário da Assembleia marcada a Assembleia Geral para o passado dia 15 de setembro, para aprovação do relatório e contas, eleição dos corpos gerentes para os anos de 2012 a 2014 e assuntos diversos.
No dia 15 de setembro, na Assembleia Geral foram eleitos os seguintes Corpos Gerentes:

ASSEMBLEIA GERAL
Presidente – Carlos Manuel Martins
Vice-presidente – Carlos Alberto Vidal Vicente
1º Secretário – Armindo dos Santos Alves
2º Secretário – Casimiro Alves Vicente
1º Vogal – Márcio André Filipe dos Anjos Neves

DIREÇÃO
Presidente – Sérgio Miguel Gomes Martins
Vice-presidente – Valdemar Alves Nunes
1º Secretário – Natália Paula Martins Pires Santa Cruz
2º Secretário – José Martins Alves
Tesoureiro – Regina Maria Gomes Alves
1º Vogal – Luciano Antunes Domingos
2º Vogal – André Gaspar de Almeida
3º Vogal – Mário dos Anjos Neves
4º Vogal – Américo Martins Antunes

CONSELHO FISCAL
Presidente – Paulo Jorge da Silva Domingos
Secretário – Virgílio Santos Lopes
Relator – Mário de Almeida Fragoso
Relator Suplente – Ana Paula Almeida Pina

O relatório e contas não foi aprovado, foi suspenso até uma próxima Assembleia Geral, visto ter havido informação, no próprio dia, de novos elementos relativos aos anos de 2005 a 2009, ficando a Direção em conseguir o máximo de informações sobre esse assunto, para poder apresentar novo relatório e contas.

Fotos da Assembleia Geral do dia 15 de setembro:
 

 
Conselho Fiscal: Mário Fragoso, relator; Virgílio Lopes, Secretário; Assembleia Geral: Armindo Alves, 1º secretário

Tomada de posse de alguns Corpos Gerentes:
Sérgio Martins, Presidente da Direção

Valdemar Nunes, Vice-Presidente da Direção
 
Paula Santa Cruz, 1º Secretário da Direção
 
Regina Alves, Tesoureiro da Direção

Luciano Domingos, 1º Vogal da Direção

Mário Neves, 3º Vogal da Direção
 
Paula Pina, Relator Suplente do Conselho Fiscal